Saúl Ñíguez sumiu do Flamengo: por que espanhol não joga? Entenda
Resumo rápido
- Saúl Ñíguez perdeu espaço no Flamengo e não entra em campo desde 30 de maio, quando atuou por 15 minutos contra o Coritiba.
- Lesões recorrentes desde sua chegada em julho de 2025 impediram que o espanhol tivesse sequência regular no time.
- A forte concorrência de Erick Pulgar, Jorginho, Evertton Araújo, Lucas Paquetá e De La Cruz tirou o jogador das escolhas de Leonardo Jardim.
- Com salário de R$ 1,5 milhão mensais e contrato até 2028, o atleta é um dos maiores custos do elenco, mas segue integrado sem previsão de saída.
O mistério em torno do sumiço de Saúl Ñíguez no Flamengo ganhou novos contornos. Contratado cercado de grandes expectativas, o meio-campista espanhol virou uma ausência constante nas escalações do técnico Leonardo Jardim e hoje vive um momento de total secundarismo no clube rubro-negro.
A trajetória de Saúl na Gávea começou a ser desenhada em julho de 2025, quando o jogador chegou após rescindir contrato com o Atlético de Madrid. O vínculo assinado é longo, válido até dezembro de 2028, e a diretoria contava com a vasta experiência europeia do atleta para encorpar o setor de meio-campo.
Um detalhe importante na época da negociação foi o reencontro com Filipe Luís, seu ex-companheiro nos tempos de Atlético de Madrid. A amizade e a convivência prévia com o antigo colega facilitaram a adaptação do espanhol ao futebol brasileiro e ao ambiente do clube carioca.
No entanto, o planejamento esbarrou em problemas físicos persistentes. Segundo apuração da Agência RTI Esporte, a falta de sequência de Saúl está diretamente relacionada a lesões recorrentes que o perseguem desde o seu desembarque no Rio de Janeiro, impedindo que ele engatasse uma série regular de partidas.
A última aparição oficial do camisa 8 em campo aconteceu há vários meses, exatamente em 30 de maio. Naquela ocasião, ele entrou no segundo tempo da vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, no Maracanã, atuando por apenas 15 minutos em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro.
Mesmo após a pausa no calendário para a Copa do Mundo, o cenário não mudou positivamente para o atleta. O meio-campista chegou a ser relacionado pelo técnico Leonardo Jardim para quatro partidas recentes pelo Brasileirão — contra Chapecoense, São Paulo, Internacional e Vitória —, mas permaneceu no banco em todas elas.
A razão para o ostracismo passa pelo acirramento da concorrência interna no setor. Nomes como Erick Pulgar e Jorginho ganharam força e se consolidaram como as principais escolhas do treinador português, enquanto Evertton Araújo também apresentou um importante crescimento de rendimento dentro do elenco principal.
Para piorar a situação na hierarquia da equipe, a chegada de Lucas Paquetá aumentou ainda mais o leque de alternativas ofensivas e de criação. Atualmente, o espanhol também aparece atrás de Nicolás De La Cruz — que defendeu a seleção do Uruguai na última Copa do Mundo — na disputa por uma vaga.
O alto investimento feito pela diretoria é o que mais chama a atenção dos torcedores neste momento. Com um salário de aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês, Saúl Ñíguez figura entre os vencimentos mais altos de todo o plantel rubro-negro, gerando questionamentos inevitáveis sobre sua baixa minutagem.
Apesar da ausência prolongada dos gramados, a relação institucional segue estável e sem indícios de ruptura. Não existe qualquer movimentação por parte da diretoria para negociar a saída do atleta, que continua integrado ao dia a dia do CT do Ninho do Urubu cumprindo seu contrato de longo prazo.
